De 18 a 30 de agosto de 2025, realizaram-se em Abuja a 13.ª edição do Torneio de Futebol para Surdos da África Ocidental e a 3.ª edição do Campeonato de Atletismo para Surdos da África Ocidental. Estas competições conjuntas, organizadas pelo Centro de Desenvolvimento da Juventude e do Desporto da CEDEAO, em colaboração com a União Desportiva dos Surdos da África Ocidental (WADSU), inscreveram-se no âmbito das atividades comemorativas do quinquagésimo aniversário da CEDEAO. Seis países participaram nos jogos de futebol: a Nigéria, o Níger, a Libéria, a Gâmbia, a Costa do Marfim e o Togo. Na final, a Nigéria impôs-se à Gâmbia nos penáltis, enquanto o Níger conquistou o terceiro lugar ao derrotar a Libéria. No atletismo, as finais dos 100 m, 200 m e 400 m, tanto femininas como masculinas, proporcionaram um espetáculo de alto nível, diversificado e inclusivo. Nesta modalidade, a Nigéria e a Costa do Marfim classificaram-se, respetivamente, em primeiro e segundo lugares, seguidas pelo Níger. A realização destas competições no âmbito do 50.º aniversário da CEDEAO constituiu uma ocasião privilegiada para celebrar a integração regional através do desporto. A cerimónia de encerramento decorreu no sábado, 30 de agosto, no Estádio Nacional Moshood Abiola, em Abuja, na presença de personalidades de alto nível, entre as quais Mallam Shehu Diko, presidente da Comissão Nacional do Desporto, Amuda Yusuf Ibrahim, presidente da WADSU, Alhaji Sule Saka Dagbo, presidente da Federação Nigeriana de Desportos para Surdos, bem como os representantes da CEDEAO, Sadeck Tchagnaou e Mariame Koné. Nesta ocasião, a WADSU ofereceu um presente simbólico ao Centro de Desenvolvimento da Juventude e do Desporto, em reconhecimento do seu apoio constante ao desenvolvimento das disciplinas desportivas para surdos e do seu empenho a favor da inclusão e integração regionais. Esta parceria entre o CDJS e a WADSU ilustra na perfeição os objetivos de paz, inclusão e coesão regional que a CEDEAO promove através do desporto. Estas competições permitiram reforçar os laços de fraternidade entre os atletas da África Ocidental e demonstram que os desportistas surdos, ao mesmo tempo que enfrentam os desafios da sua condição, podem destacar-se nas competições e encarnar os valores da solidariedade, da superação e da unidade.